sábado, 5 de maio de 2012

Epílogo

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(...) Faz-me recordar uma fase especial vivida por mim, quando tive um alguém ao meu lado que era capaz de me fazer sorrir e me sentir bem, sempre; quando essa pessoa se foi, ficaram o vazio e as lembranças, os versos que jamais pude apagar do meu coração, o sabor dos beijos quentes que nunca abandona os meus lábios.

sábado, 14 de abril de 2012

Escape

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[Texto de caráter meramente fictício; entretanto, funcionou como uma válvula de escape.]

Brasília, 14 de abril de 2012.
Foi pouco tempo, mas soava como muito. Eu gostaria de saber se, para você, foram apenas uma ou duas “trepadas” a mais. Não sei. Ainda acho que jamais aprenderá a ser homem o suficiente. Mesmo depois de quase duas décadas.
Duvido muito que você seria capaz de me reconhecer hoje. A mulher fraca, que foi abandonada com um filho no ventre, se tornou madura e responsável como nunca. Você ainda se lembra do que me fez?
Quando lhe contei sobre o meu filho, sua resposta foi dizer que eu devia abortar. Afinal, ainda éramos jovens demais, e eu não devia atrapalhar a minha carreira profissional. Certo? Errado. Tudo se resumia a uma coisa: era mais fácil deixar de lado a ex-namorada e o filho indesejado a assumir a figura de um chefe de família e cuidar de ambos.
E o que eu fiz? Tive aquela criança. Hoje, o seu “empecilho” se chama Isaac, tem 17 anos e é o garoto mais amável que eu já conheci. Ele tem seus olhos, e isso é uma pena; gostaria que nada nele me fizesse lembrar você. Ao menos ele adquiriu a personalidade da mãe. Nunca perguntou pelo pai que foi embora, pois sabia que fazer isso me arrancaria um pedaço.
Hoje, acredito que você esteja por aí, entregue ao jogo, ao sexo e à bebida. Você deve ter uma mulher, não é? Talvez, até mais do que uma. Mas isso não me interessa. Não perca o seu tempo procurando por mim ou pelo meu menino; nenhum de nós quer saber de você.
Apenas desejo que carregue eternamente o peso da culpa de todo o mal que nos fez.

Elisa.

domingo, 25 de março de 2012

Dívida para com o fantasma da paixão

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Você me ganha, me perde, e jamais aprende com os meus segredos. Encara-me e começa revelar todos os embaraços que ocupam sua mente, sem sequer refletir acerca dos efeitos que isto pode causar em mim. Verdade ou consequência? Simplesmente penso que você não saberia dizer. Talvez jamais compreenda estas minhas palavras sem sentido; penso que nem eu mesma compreendo. Viveremos para contar esta história? A vida que compartilhamos será perpetuada em nossas memórias até quando? É impossível até de se imaginar. Apenas saiba que a sua era já se findou; e não tornarei a lhe abrir meu coração novamente.
Esqueça-me!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Let it be

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Que tal se eu apenas dissesse que gosto de você? Para colocar isso tudo para fora, mesmo não sabendo como devo fazê-lo? Vale mesmo a pena arriscar?
(Ou será que eu deveria ter permanecido calada?)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ele, que nunca foi nada além de uma mentira.

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Ao cruzar aquela viela, o vi. Em meio à sujeira daquele beco escura, a boca coberta pelo sangue. Ao ver-me, pareceu ter entrado em estado de choque; tentou disfarçar o rastro que se espalhava por todo o seu rosto, deslizando as mãos freneticamente sobre ele.
E eu, que por todo aquele tempo havia estado ao lado de um monstro, senti o chão desabar sob os meus pés.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Faces da rosa que sangra

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Quantos foram os indicadores apontados em direção ao meu rosto? Perdi a contagem após o vigésimo. Todos falam dos estragos que causei na tua vida, mas alguém sequer se perguntou sobre o balde de lixo que tu, sim, tu, deixastes para trás quando decidiu ir embora? Todos. (todos) Não passam de estúpidos, que se restringem à simples questão do que aparenta ser, e não do que, de fato, é.
Escalei montanhas, mergulhei em águas profundas, criei coragem e me pus em frente a um trem em movimento só para te desprender dos trilhos. E tudo isto por nada.
Teria cravado mil facas em meu peito se isso pudesse impedir qualquer coisa de magoá-lo. Ah, meu amor, tu descartastes a garota errada! De que o nosso amor ficou perdido em meio aos lençóis, tenho certeza. Mas acaso não sabes fingir? Quantas noites de amor não poderíamos ter desfrutado se soubesses ao menos ser um pouco mais sutil?
Se eu sou uma farsa, então o que és tu, querido?

(Escreva-me dizendo que sente a minha falta).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Amanhecer

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Teu coração se assemelha à rocha, tamanha é a tua resistência em se permitir amar. Teu corpo queima como brasa, destruindo os muros protetores que ela havia construído em torno de si mesma, da mesma forma com a qual os primeiros raios de sol rompem uma noite fria de inverno a cada novo amanhecer. Eis que a tua amada regressa, e o que farás? Aquela que pede pela tua presença, implora pelo teu perfume, e é impedida de te ter. O que fará pobre garota, que já não consegue mais resistir aos teus encantos, que já não pode mais afastar-se de ti?
Dizem pelas ruas que o amor é uma dádiva, mas cada ser humano carrega em si o questionamento acerca da finalidade deste sentimento. Será que algum dia amastes sem causar dor? Pobre garota, sem mais esperanças. Morreu pelo amor que jamais poderia ter. E esta se tornou apena uma história com um fim trágico, tão trágico quanto a dos imortais amantes de Shakespeare.